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terça-feira

Póvora - Tuia, Fundanga - Pó que queima.

A PÓLVORA
O chamado ponto-de-fogo, um dos mais utilizados recursos da Umbanda e dos Cultos Africanos, é o efetuado com a pólvora e para finalidades as mais diversas. Seu uso na Magia Negra é bastante difundido e os feiticeiros o utilizam em suas investidas contra seus adversários ou suas vítimas. 

A pólvora é também conhecida por fundanga ou tuia e a sua fabricação pode ser caseira ou industrializada. A diferença entre uma e outra é idêntica a dos defumadores ou banhos de ervas colhidas e os comprados em firmas especializadas, isto é, nestas falta-lhes o preparo mágico indispensável e a dosagem exata de seus componentes o que, por vezes, impede seja atingido o fim colimado. 

Fundanga é uma expressão de origem kimbundo e seu significado, naquele idioma, é exatamente, pólvora. 

Quanto a Tuia (nome que na Umbanda chamamos a pólvora,assim como fundanga, pó que queima ), ainda que por sua morfologia nos afigure palavra de origem indígena é oriunda do ioruba tuyo que significa expelir, deslocar para fora. 

A palavra representativa de pólvora nos idiomas indígenas, somente a fomos encontrar no tupi e é uma palavra arcaica e obsoleta na Umbanda, pois jamais ouvimos sequer um caboclo solicitar mocacui para seus trabalhos, dando preferência, invariavelmente, às expressões de origem africana. 

A pólvora é um elemento de Magia ambivalente prestando-se, destarte, à serviços para o Bem na Umbanda, mas já utilizada por tantas outras religiões e seitas pra o bem e para o Mal, por isso na Umbanda temos tantos cuidados na utilização e não concordamos com uso a torto e a direita, como algumas casas sem muita informação utiliza, sem contar o inumeros elementos nocivos à saúde desprendidos na queima, prejudicando a saúde humana ( observem a leitura no final deste texto).

É, pois, por sua potência, um dos recursos mais utilizados pelos magisticos, feiticeiros para o enfeitiçamento de pessoas ou coisas tendo, ainda, o inusitado dom de transmitir ou conferir, a quem quer que seja, todo o poder que sua utilização seja feita com a estrita obediência dos preceitos de Magia e independentemente do fim a que se destina.

Tais fatores, conjugados, nos levam à conclusão de que todos os trabalhos com pólvora exigem uma concentração e precaução extraordinárias. Daí o porquê só devam ser feitas por entidades, na sua quase totalidade Exus, ou linhas que atuem juntoa Lei Maior, ou outras quando considerarem oportuno, delegarem poderes a um médium especializado para sua execução. 

O primeiro nos impulsiona constantemente para a frente e para o alto nos dá ânimo e pertinácia em todos os nossos passos, nos concede o ardor, a iniciativa, o espírito de luta, a vontade e a capacidade de satisfazer nossos desejos atingindo o objetivo de nossas aspirações mas, em troca, nos oferece a inquietude, a inconstância e o amor às mudanças e novidades, a impulsividade que nos leva a ações inconseqüentes, recolhendo frutos não amadurecidos e perdendo os melhores e mais compensadores resultados de nossos esforços. 

O segundo, é aquele que nos tolhe e nos traz desenvolvimento, fazendo-nos introspectivos, nos causa medo e a reflexão, nos leva a cingir-nos e a fixar-nos tanto no erro quanto na verdade, nos hábitos viciosos e virtuosos, nos torna fiéis e perseverantes, firmes em nossa vontade e tenazes esforços, e nos capacita a atrair aquilo para o que estamos interiormente sintonizados pelos nossos pensamentos, convicções e aspirações. 

Em contraposição, nos acarreta a desilusão e o discernimento, nos afasta das mudanças e de toda ação irreflexiva, porém, também, de todo progresso, esforço e superação. 

Apresenta-nos, agora, o terceiro componente, o carvão, inteiramente distinto dos demais, pois sua propriedade primordial é a fácil absorção dos fluidos de quaisquer naturezas. Assim sendo, todas as emoções astrais são por ele retidas e, por isso, desembaraça os objetos materiais dos fluidos de que se encontram impregnados.

Hermeticamente, o carvão, em seu estado natural é o símbolo da Constância e, em combustão, do Fervor, isto porque, neste estado, consegue dissolver o mais duro dos metais. 

O estudo acurado dos elementos componentes da pólvora e da dualidade de suas funções, inerentes a tudo o que existe no Universo, é suficiente ao iniciado para saber onde, quando e como usa-la e, ao Mago, para possibilitar-lhe o conhecimento de seus efeitos malévolos contra indivíduos e coisas, se utilizada no campo da Magia do Mal, assim como aquilatar o poder e os conhecimentos de quem a empregou. 

De tudo o que dissemos, deduz-se que a pólvora jamais deve ser queimada dentro de casas ou ambientes fechados e sim, próxima a aberturas, pois o recinto fechado não permite a evaporação das camadas deletérias por ela deslocadas em sua explosão, o que determinará o sobrecarregamento do ambiente de novos resíduos, estes já oriundos de sua ação. 

Apesar de ser a pólvora a força máxima pra limpeza, seu uso deve ser restrito a casos da mais absoluta necessidade e, além dos cuidados já arrolados no presente trabalho, sob a responsabilidade do Guia-Chefe ou de seu preposto, com o auxílio, é evidente, das falanges trabalhadoras ou evocadas. Outrossim, jamais poderemos iniciar sua combustão senão com fósforos pelo mão-de-fogo, ou charutos, no caso de entidades incorporadas. Em hipótese alguma utilizaremos a chama de velas para tal fim e, muito menos, isqueiros. 

Concluindo, queremos frisar que algumas casas, face aos solertes ataques que são dirigidos à nossa Religião, taxada de primitiva, mercê de seus rituais, vêm abolindo o uso da tuia às vezes até em choque com as instruções emanadas dos Guias.

A estas acometidas podemos antepor o uso dos fogos nas procissões e festas católicas, principalmente nas de São João, Pedro e Antônio e que, em suma, nada mais representam que uma queima, semelhante aos seus efeitos, ao nosso ponto-de-fogo. 

Ademais, quando o Astral Inferior que envolve nosso Planeta com suas densas camadas, encontra-se sobrecarregado de cascões, vampiros, magos negros, corpos astrais de animais, formas de pensamento maus, de criação consciente ou inconsciente, artificiais humanos e invólucros vitalizados, estes da mais alta 
periculosidade e utilizados nos trabalhos de Vodu, o Alto, em sua Eterna Sabedoria, envia violentos temporais cósmicos, onde os efeitos luminosos da queima da pólvora cumbem, pela eletricidade cósmica, de limpar o ambiente. É claro que tais tormentas, tão bem descritas por André Luiz, chegam até nós sob a forma de cataclismos materiais que, em que pese a violência de que se revestem, nada mais são que meros reflexos dos originais. 

Então o fogo produzido pelas descargas elétricas age sobre os componentes da pólvora desanuviando o ar pesado e tenso acumulado durante o longo período que as antecedeu. 

A descarga da pólvora que efetivamente nada mais é que um insignificante arremedo, no Microcosmo, dos recursos utilizados pelo Poder Universal com idênticas finalidades, é claro, as enormes proporções que o separam do Macrocosmo. 

Ao encerrarmos, voltemos à tecla que jamais cansaremos de acionar: se o irmão não estiver devidamente preparado, se não possuir o axé de mão-de-fogo e, principalmente, se não encontrar previamente autorizado por nossos Grandes Mestres ouça nosso conselho e não se arrisque inutilmente a executar vaidosamente um trabalho de tal monta.

Se o fizer, estará em idêntica situação de um motorista que, ansioso para mostrar sua habilidade e competência, não se peja em pôr em risco não apenas sua vida, mas, o que é mais grave, a de todos que o acompanham em seu veículo. E, se alguma vez sentir-se tentado a faze-lo que, nesta hora, ressoem em seus ouvidos a Curimba de Fogo, a fim de alerta-lo sobre o erro em que incindirá: 


Só queima tuia quem pode queimá 
Meu ponto é seguro, não deve falhá 
Só manda fogo quem pode mandá 
Meu ponto é seguro, meu Pai Oxalá 

Caso, no entanto, esteja capacitado a faze-lo, que Oxalá o permita, nunca sua mão se aproxime de um ponto-de-fogo com intenções outra as que não a de trazer benefício aos seus semelhantes. 
Que sua conduta seja reta, sua fé acendrada e a confiança em seus conhecimentos inabalável. 

Que o irmão aprove, sempre em todas as oportunidades, que é um verdadeiro portador do axé de fogo. Sarava!

Por Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira (in memoriam) 
Presidente da União de Umbanda (Porto Alegre/RS) 
Trechos publicados em duas edições no Jornal JOCAB (meados de 1994)
Isaias Pinto - Sacerdote da Sagrada​ Umbanda.

Pòlvora e seus efeitos:

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Muitos pirotécnicos e baixo-explosivos operam pelo processo de combustão, no qual um combustível combinado com oxigênio libera calor, luz, fumaça ou gás. Nestes materiais, o componente combustível é misturado com um componente oxidante, que libera oxigênio quando aquecido: a taxa de combustão é limitada se o processo depende apenas do oxigênio atmosférico. Por exemplo, o combustível na pólvora negra é fornecido pelo carvão e pelo enxofre, com o oxidante sendo o salitre (nitrato de potássio, KNO3).
O acondicionamento da mistura pirotécnica afeta seu comportamento. Confinamento acelera a combustão, concentrando o calor e gás quente. De fato, pólvora negra irá queimar ao invés de explodir se não for embalada propriamente. A taxa de combustão também é acelerada pela homogeneidade da mistura: pólvora fina irá queimar mais rápido que pólvora de grãos maiores. Explosivos líquidos são perigosos porque são extremamente homogêneos: a mistura ocorre a nível molecular, e são muito sensíveis a choque físico. Explosivos líquidos tendem a precipitar e separar seus componentes quando armazenados, mudando suas propriedades químicas, e geralmente não para melhor. Adicionar materiais abrasivos a um explosivo aumenta sua sensibilidade, adicionar lubrificante como ceras torna o explosivo mais estável. Materiais que reduzem a sensibilidade dos explosivos são chamados de 'estabilizadores' ou 'moderadores'. A maioria dos explosivos opera pelo rompimento químico de suas estruturas moleculares, e não por combustão. Nitroglicerina, por exemplo, tem a fórmula molecular C3N3H5O9. Qualquer perturbação suficiente, como um choque físico, causa sua decomposição em dióxido de carbono (CO2), água (H2O), nitrogênio (N2), e um pequeno excesso de oxigênio (O2). O processo ainda envolve reações de oxidação, mas o oxigênio é parte da molécula. Durante a quebra da nitroglicerina, os laços atômicos oxigênio-nitrogênio são substituídos por laços mais estáveis carbono-oxigênio, hidrogênio-oxigênio e nitrogênio-nitrogênio, com esse  processo acompanhado de violenta liberação de energia.
Explosivos, incendiários e pirotécnicos podem ser iniciados por chama, fricção, impacto, choque elétrico, altas temperaturas, e mesmo um feixe de laser.
Certos metais têm propriedades pirotécnicas: magnésio, alumínio, zircônio, e urânio, inflamam-se a altas temperaturas e queimam liberando muita energia. Alumínio em pó é muito usado como aditivo em explosivos e magnésio é usado em sinalizadores luminosos. Incidentalmente, alumínio sólido não queima bem: a combustão gera uma camada de óxido superficial que barra a queima.

BAIXO-EXPLOSIVOS: PÓLVORA NEGRA

O primeiro explosivo digno desse nome foi a pólvora negra, desenvolvida pelos chineses por volta do ano 1000 dC, e usada por eles em fogos de artifício e também em armas: lançadores de flechas, projéteis incendiários, bombas, minas, e canhões primitivos. A pólvora negra chegou ao Ocidente na Idade Média, possivelmente transmitida pelos árabes, sendo mencionada pelo monge inglês Roger Bacon em 1267: as primeiras fórmulas europeias seguiam fielmente as receitas chinesas, aperfeiçoadas por anos de experimentação, mas utilizando alguns ingredientes que não tem na verdade nenhuma utilidade. No século 14, novas armas usando a pólvora negra como explosivo ou propelente começaram a surgir: 'petardos' ou minas, para derrubar muralhas; bombas de arremesso manual; mosquetes disparando balas de chumbo; 'bombardas' disparando pedras. A pólvora negra evoluiria para dominar os campos de batalha, permanecendo como único explosivo e propelente até o século 19.
As primitivas fórmulas chinesas consistiam em pesos iguais de carvão, enxofre e salitre. A pólvora negra exige o uso de carvão vegetal. Carvão mineral não funciona, pois a estrutura celulósica da madeira, mantida no carvão vegetal, afeta o funcionamento da pólvora. Salitre é um material cristalino, branco brilhante, que pode ser encontrado nas paredes de cavernas de morcegos ou em pilhas de esterco envelhecido, produzido por bactérias que se alimentam de dejetos orgânicos. Quimicamente é constituído de nitrato de potássio (KNO3) e nitrato de cálcio (CaNO3).
Até meados do século XV, a pólvora usada era uma mistura simples dos ingredientes, farinhosa e negra, denominada de 'pólvora serpentina', por ser sibilante, ou seja, fazer mais ruído que efeito. Tinha uma dosagem de base chamada 'quadra-ás-ás', quatro partes de salitre por uma de carvão e uma de enxofre. Como explosivo deixava a desejar: era fraca, insegura, absorvia umidade, difícil de usar, perigosa de fabricar e difícil de transportar. Para garantir um mínimo de funcionamento seguro, seus componentes tinham de ser de boa qualidade, finamente moídos e misturados nas quantidades adequadas. Carvão e enxofre são materiais abundantes, já o salitre era difícil de obter na Europa. No sul da China, de clima quente, alternadamente úmido e seco, o salitre se forma espontaneamente nas pilhas de esterco das fazendas. No norte da Europa, sempre frio e úmido, produzir salitre era difícil e desagradável. Esterco era armazenado em locais cobertos, periodicamente 'regado' com urina, e revirado constantemente. Depois de um ano ou mais desse processo, refinava-se o esterco para extrair o salitre: não era uma profissão muito atraente. Mas os artífices da pólvora e mestres-artilheiros medievais, meio alquimistas, eram tidos em grande consideração e existiram em quase todas as cidades do período. Alguns nomes chegaram até nós: os italianos Nicola Tartaglia, de Bréscia; Alessandro Capo Bianco, de Vincenza; e Pietro Sardi, de Veneza; os alemães Martin Mercz e Joseph Furttenbach. As investigações desses homens oscilavam entre a experimentação e a feitiçaria. Por exemplo, a busca do tipo de urina mais adequado à confecção de pólvora: seria melhor a urina de uma virgem, de um padre bebedor de cerveja ou de um bispo bebedor de vinho? A urina dos bebedores de vinho, bispos ou não, provou-se a melhor: sua acidez favorecia o crescimento das bactérias geradoras do salitre, o que foi constatado na prática muito antes que a ciência soubesse o porquê.
Os solavancos do transporte nos lentos comboios de carroças pelos ásperos caminhos da época provocavam a separação dos componentes da pólvora nos barris, fazendo com que o salitre e enxofre (densidade 1,6-2,1 gramas por centímetro cúbico) afundassem nos contentores, ficando na superfície o leve pó de carvão (densidade 0,2-0,4 gramas por centímetro cúbico). Para lidar com esse inconveniente, os ingredientes eram transportados em separado e misturados na hora do combate, ou seja, às presas sob fogo inimigo, com brasas e faíscas em redor. Os três ingredientes eram moídos juntos num pilão, um processo perigoso, que gerava poeira fina altamente inflamável. Nos dias de chuva, para alívio de inimigos (e amigos), sua utilização era impossível. Os atiradores tinham de ser muito cuidadosos na maneira de carregar a pólvora em suas armas. Se ela fosse muito compactada dentro do cano iria queimar na superfície, como num foguete, sem explodir. Para explodir, era necessário deixar espaço entre os grãos: não por causa do ar, já que o salitre fornece o oxigênio, mas para garantir a propagação da chama pela carga.
O mais relevante avanço na produção de pólvora negra ocorreu na Alemanha, por volta de 1410, sendo mencionado no 'Feuerbuch', Livro do Fogo, de Konrad Von Schongau, em 1429. O processo, usado ainda hoje, consistia na mistura dos componentes num líquido, na época vinho diluído com água ou (de novo) urina, durante a moagem para reduzir o risco de explosão. A pólvora umedecida podia ser comprimida em blocos ou 'bolos' que, depois de secos, podiam ser moídos. Essa pólvora 'granulada' podia ser carregada com muito menos cuidados, já que os grãos deixavam o espaço necessário para a propagação da chama. Nessa nova forma, era bastante estável, pois seus componentes já não se separavam, permitindo um rendimento balístico consistente. Podia ser transportada com maior segurança, era menos sensível à umidade, menos suja e mais potente, permitindo a fabricação das primeiras armas portáteis verdadeiramente eficientes.
A pólvora podia ser peneirada e separada em diferentes granulações de grossura homogênea.
Eventualmente se chegou à fórmula clássica da pólvora negra, ainda em uso: uma mistura de carvão, enxofre e salitre nas proporções 15:10:75 por peso, estabelecida numa série de testes efetuados em Bruxelas em 1568. Com efeito, depois das pólvoras militares com dosificação regulamentar e granulação média, apareceram outras, como as pólvoras finas para caça, com mais salitre e menos carvão; as pólvoras progressivas para artilharia, com grãos do tamanho de nozes; e as econômicas pólvoras de minas, com menos salitre, mais carvão e mais enxofre.
Engenheiros e mineradores foram lentos em adotar a pólvora negra. A menção mais antiga a seu uso civil data da metade do século 16 e não se disseminou durante um século. Essa lentidão deveu-se ao custo de fabricação, especialmente do refino do salitre, e à curva de aprendizagem demorada no uso de explosivos. Mineradores em especial foram compreensivelmente cautelosos em adotar explosivos em seus túneis subterrâneos, mas nos séculos 18 e 19 a pólvora negra se estabeleceria como ferramenta padrão na mineração e engenharia.
A indústria Bofors, estabelecida na Suécia em 1646 e ainda em operação, foi pioneira na fabricação comercial de pólvora negra. Os elementos de um moinho de pólvora eram separados entre si em construções de paredes triplas espessas com uma quarta parede e um teto fino para desviar uma eventual explosão dos outros prédios. A pólvora era moída sob pesadas rodas de pedra, mós, e umedecida com água destilada para evitar explosões. O produto final era prensado em blocos, duros como pedra, que eram partidos em grãos. Passando por uma série de peneiras, os grãos eram separados por tamanho, e então polidos por atrito em tambores giratórios, ganhando um acabamento de grafite, que os impedia de aglomerar quando estocados. A produção de carvão vegetal foi aperfeiçoada e a indústria química desenvolveu métodos científicos de produção de salitre. De início, não havia como separar o nitrato de potássio do nitrato de cálcio. Ambos funcionam igualmente como oxidantes, mas o nitrato de cálcio é altamente 'higroscópico', ou seja, absorve muito mais a água da atmosfera: a pólvora negra feita com ele se inutiliza pela umidade muito mais facilmente. Por tentativa e erro, acabou-se descobrindo meios de separar os dois tipos de salitre.
Um tipo especial de pólvora industrial foi inventado usando nitrato de cálcio, muito mais barato que o nitrato de potássio, com os grãos intensamente polidos para prevenir a absorção de água. Até o início do século 19, sua produção tinha se tornado um eficiente processo industrial.
A pólvora negra é um excelente explosivo em muitos aspectos. Suas matérias-primas são abundantes, apresentadas como não-tóxicas ( porém na hora da queima ou explosão liberando toxinas) e ambientalmente seguras. Ela é estável, resistente ao choque e pode ser armazenada indefinidamente se mantida seca. Ela pode ser facilmente acionada por uma faísca ou chama, o que nem sempre é uma vantagem. A pólvora negra também tem sérias limitações: ela tem de ser mantida seca e protegida da umidade do ar, o que pode ser difícil á bordo de navios ou em tempo chuvoso. Sua potência explosiva é limitada. Grande quantidade dela tem de ser usada para conseguir qualquer efeito sério, e sua baixa brisagem deixa muito a desejar para o uso em mineração e terraplanagem.  Suas propriedades explosivas são por vezes imprevisíveis: às vezes ela se incendeia rapidamente, por vezes não, aumentando os riscos de sua utilização. Sua queima é 'suja', 'entupindo' as armas com resíduos após uns poucos tiros. Os campos de batalha nos dias da pólvora negra eram cobertos por nuvens de fumaça e fuligem. Embora as primeiras armas de repetição datem dessa época, a sujeira rapidamente acumulada nos canos e mecanismos limitava severamente sua eficiência. Os resíduos de combustão também aderiam aos projéteis, contaminando as feridas e elevando muito a já alta taxa de infecções entre os feridos das batalhas da época. Ferimentos à bala nos membros eram tratados com amputação sumária: tiros no ventre, peito ou cabeça eram quase sempre fatais.
Melhores explosivos começaram a aparecer por volta da metade do século 19. A pólvora negra acabaria restrita, pelo seu baixo custo, ao uso em fogos de artifício.

As partículas metálicas emitidas na fumaça de fogos de artifício representam um risco para a saúde, principalmente para pessoas que sofrem de asma. Esta é a conclusão de um estudo conduzido por investigadores do Instituto de Pesquisa e Avaliação Ambiental da Água (IDAEA-CSIC, na sigla em inglês), publicado esta semana no Jornal of Hazardous Materials (Jornal de Materiais Perigosos). 

A queima da pólvora se inalada já tráz efeitos negativos a saúde pela combustão e liberação de toxinas diversas.
Quando um show pirotécnico acontece e libera muita fumaça, acaba liberando também partículas metálicas minúsculas (de alguns mícrons de tamanho, ou até menos), que são suficientemente pequenas para serem inaladas profundamente e chegar aos pulmões. Isso porque as diferentes cores e efeitos produzidos por esses monitores são obtidos pela adição de metais na pólvora, explica a autora do estudo, Teresa Moreno especialista.


A fumaça é uma mistura de partículas sólidas, vapores e gases, formada a partir da decomposição de algum material combustível. A composição química da fumaça depende do material queimado, mas sempre contém monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, dentre outras substâncias geralmente tóxicas. No caso da pólvora, muitas toxinas são liberadas.
São vários os efeitos da fumaça sobre as pessoas:

Diminuição da visibilidade.
Lacrimejamento e irritações dos olhos.
Aceleração da respiração e das batidas do coração.
Intoxicação e asfixia.
Vômitos e tosse.
Morte.
A propagação da fumaça se dá a uma velocidade muito grande, maior às vezes que a capacidade de fuga das pessoas. Ao impedir a visibilidade, ela ocasiona medo e desorientação, dificultando ainda mais a retirada de pessoas de um ambiente enfumaçado. Em um incêndio, em geral, morrem mais pessoas pelo efeito da fumaça que do fogo, diretamente.

A inalação continuada de pequenas quantidades de fumaça, como acontece nos fumantes, religiosos que se valem nem conhecimento da gravidade do uso contínuo da queima de pólvora, bem como quem faz queima de lixo no quintal, quem fica próximo de queima da palha dos canaviais, etc. A Inalação leva a um processo inflamatório crônico dos alvéolos pulmonares e mau funcionamento, dilatação e destruição dos mesmos. A inalação massiva, por sua vez, pode causar danos sérios imediatos e até letais ao aparelho respiratório. Mesmo dias depois da inalação as pessoas podem desenvolver sintomas e doenças respiratórias graves (falta de ar, chiado no peito, febre, tontura ou enjoo, bronquite, pneumonia química) ou ficar com sequelas permanentes. Como a fumaça geralmente está aquecida (às vezes a temperaturas muito altas), a combinação do calor com a fumaça causa danos ainda maiores ao sistema respiratório. Nos alvéolos deteriorados, as trocas gasosas que ocorrem normalmente (absorção de oxigênio, eliminação de gás carbônico) não podem acontecer, parcial ou totalmente. Sem oxigenação, os tecidos morrem em 5 a 7 minutos e o tecido nervoso ainda mais rapidamente.

Quais são os sintomas da intoxicação pela fumaça?

Os sintomas da intoxicação pela fumaça são decorrentes de diferentes efeitos:

Ação térmica direta: eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e ulcerações (feridas) de mucosa das vias aéreas superiores. Estes sintomas são causados pela inalação de fumaça quente, o que leva a queimaduras internas, fechamento dos brônquios e a consequente obstrução da passagem do ar.
Inalação de gases tóxicos, desprendidos na queima de produtos diversos, bem com pólvora, inalação de fumaça em estádios, em eventos diversos: falta de ar, tontura, confusão mental, torpor, coma e até mesmo óbito.
Inalação de toxinas: alterações de permeabilidade capilar, de fluxo linfático e de clareamento mucociliar, aparecimento da síndrome de desconforto respiratório agudo e de infecções secundárias.
Das toxinas sistêmicas a mais deletéria é o monóxido de carbono. Sua afinidade pela hemoglobina é 200 a 250 vezes maior que a do oxigênio e assim ele ocupa o lugar deste, impedindo o transporte normal de oxigênio e sua liberação aos tecidos.

As partículas veiculadas pela fumaça podem ficar depositadas na árvore respiratória, obstruido-a ou causando broncoespasmos. Quando se depositam nas cavidades nasais, podem causar sinusites. Os gases, por sua vez, podem ser divididos em irritantes e asfixiantes. Os gases irritantes podem causar broncoespasmo, traqueobronquite química ou edema pulmonar. Os gases asfixiantes são definidos como aqueles que retiram oxigênio do ambiente. Os sintomas provocados pelos gases em geral são: sensação dolorosa na boca, nariz, faringe e olhos.



Sagrada Umbanda - Umbanda séria para pessoas sérias.
Isaias Pinto - Presidente e Sacerdote da Sagrada Umbanda 
Congá Sagrado Pai Serafim do Congo, Cacique Pena Branca e Ogum de Ronda - CONGÁ SAGRADO PAI SERAFIM DO CONGO, CACIQUE PENA BRANCA e...​
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segunda-feira

ADORÊ AS ALMAS ! NÃO, ADOREI.







Fica a dica na verdade não é Adorei as Almas como muitos falam, mas sim ADORÊ ( Saudação que significa Salve, Exaltemos as Almas ) Reverência em saudação aos Ancestrais, nossos Irmãos pela Criação de todos nós por Deus Supremo. A palavra também aparece na lingua francesa À doré - O verbo francês dorer significa dourar, tornar parecido com a cor do ouro, ou então botar ouro mesmo - sabe aqueles frisos de ouro em pó, que aparecem em esculturas barrocas brasileiras? Pois é. Daí que existe,os escravos aqui no Brasil ouviam À Doré e então assimilavam como dar valor, usando a palvra também para valorizar as coisas. na culinária, arte de fritar coisas, por exemplo bifes, uma modalidade que é, escrevendo em francês, à doré , quer dizer, à moda dourada. Consiste em, basicamente, passar ovo batido e uma farinhazinha em volta do bife, e levar essa deliciosa composição à fritura. Fica douradinho mesmo. No caso da Saudação às Almas, valoriza-las, exaltá-las. Abrilhentemos as Almas. Já na lingua Inglesa, adore 
a.dore verbo transitivo 1 adorar, respeitar, amar afeiçoadamente. cultuar, estimar. ADORAR A GENTE ADORA A DEUS ! UMBANDA TEM FUNDAMENTO ! Então Adorei é um corruptela ( Corruptela é a deformação de palavras, originada pela má compreensão/audição ou rápida visualização (gerando baixa memorização gramatical dela; algo como assimilar o significado de uma palavra sem prestar muita atenção a sua "casca gráfica", ou seja, no modo como ela é materializada em caracteres) e posterior reprodução, ) Isaias Pinto - Sacerdote e Presidente da Sagrada Umbanda - www.sagrada-umbanda.blogspot.com.br



UMBANDA USA E PRECISA DE ORÁCULOS? NÃO !



O Tarot é uma ferramenta que pode despertar nossas faculdades intuitivas e nos colocar em contato com nosso mundo interior. Também é um excelente recurso para auxiliar a meditação, nosso crescimento espiritual, uns procuram por ele a previsão do futuro.
O Tarot como sistema simbólico é constituído de 78 cartas: 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. Trata-se de uma cadeia ininterrupta de transmissão de sabedoria ancestral, transferida de mestre para discípulo, primeiro de forma oral, depois escrita. Chegou a nós como portador dos Mistérios Universais e da Vida Humana. Fundamentalmente o Tarot foi concebido em escolas iniciáticas, como um método para transmitir o conhecimento da relação Homem, Deus e Universo. Porém, como recurso de interpretação de leis universais é utilizado há centenas de anos para conhecermos o passado, o presente e o futuro.
Os 22 arcanos maiores representam princípios universais, estados de evolução, situações características da existência humana. Isso inclui tanto os valores mais elevados do homem, quanto os aspectos mais sombrios de sua personalidade. Apresentam personagens símbolos como: A Imperatriz, O Imperador, A Morte, A Torre, O Rebelde, A Lua, O Sol, O Eremita, O Louco, etc.
Não há provas reais sobre a origem do Tarot. Muitos estudiosos declararam sua origem como sendo egípcia e remanescente do Livro de Thot (deus egípcio da magia, das ciências e da matemática, conhecedor do passado, presente e futuro).
Baralho Cigano, que já teve seu nome conhecido como Baralho Lenormand.
Há um grande mistério envolvendo este nome, pois a origem vem de sua criadora, Madame Lenormand, que teve acesso ao Baralho Cigano e criou seu próprio método de jogo com figuras do cotidiano, o que agradou muito aos Ciganos.
Gostaram tanto que passaram a usá-lo com muita presteza por todos os lugares por onde passavam e assim com o tempo passou a ser conhecido como Baralho Cigano. Até hoje ainda muitos usam o nome de Petit Lenormand. Como muitos sabem, Petit em francês significa “pequeno” e de fato o autêntico Baralho Cigano é composto por 36 pequenas cartas.
Atualmente existem outras marcas e tamanhos usados por profissionais que assim preferem, pois é muito importante que cada profissional use sua identificação, sua espiritualidade e principalmente a energia de sua intuição para trabalhar com cada tipo de oráculo.
Como já citado, o Baralho Cigano usa figuras do cotidiano e por isso é uma forma muito precisa de analisar os diversos setores da vida como família, trabalho, saúde, convívio social, vida financeira e amor. Em um jogo completo chamado de “Mesa Real” pode-se levar mais de uma hora em sua interpretação, pelo fato de que cada carta traz uma mensagem específica, porém essa mensagem pode mudar conforme a casa que a carta cai e as outras cartas que caem ao lado. Além da expressão “cair”, usamos também o termo “deitar as cartas” o que significa a distribuição delas na mesa de jogo. Sendo assim, podem imaginar a infinidade de mensagens e orientações que o Baralho Cigano pode trazer.
É importante não confundir o Tarot e o Baralho Cigano com Cartomancia, que é um método que utiliza cartas de baralho comum e teve sua origem totalmente diferente.
Mas o Tarot, nem o baralho Cigano, não é pertinente a Umbanda, por mais que alguns médiuns, após iniciar desenvolvimento mediúnico, receber irradiações de Espíritos que compõe a Linha Cigana, se fascinarem pelos oráculos, de uso cigano ou não. E buscarem estudos, compras de baralhos e começarem enveredar para o caminho errada do comércio da fé, pois na Umbanda só cabe Amor, Caridade , Vibrações Salutares. Qualquer pessoa pode sim pelo livre arbítrio fazer o que queira, porém não deve um manipulador de algum oráculo usar o nome da Umbanda ou de Entidades dela para VENDER seu peixe. Não existe fundamentode oráculos na Umbanda, não jogamos buzios ( isso é pertinente apenas as Nações de Candomblé, pelas mãos de um Babalorixá que tenha tal mediunidade de além da sistematica receber intuição do Alto e dos Sagrados ), não jogamos cartas, se numa casa determinada entidade manipula as cartas, pode ter certeza que a magistica não é o jogo, nem leitura de passado, presente ou futuro... Mas sim de vibrações de harmonia energética, física , psiquica e espiritual. Espíritos não vibram para dar respostas, mas sim para que achemos as respostas por si, pelo uso da razão pós equilibrarmo-nos e harmonizarmo-nos. Nas verdadeiras Umbanda... Seu dinheiro não tem valor. A simplicidade é nossa aliada. Não precisamos de Templos, só de manipulação da melhores vibrações em prol do próximo. Nossos Templos são o dia iluminado, a noite enluarada, as praias limpas que devemos deixar sempre assim, bem como as matas, cachoeiras, descampados, montanhas, pedreiras e rios sagrados. O que nos sustenta são a s vibrações do Alto e da Lei Maior de Deus. Não somos religião de encher os olhos, mas sim reparar a Alma. Deus esteja com todos, bem como faça de cada médium de Umbanda, um médium melhor e verdadeiro. Isaias Pinto Hernandes - Sacerdote e Presidente da Sagrada Umbanda.

domingo

Equívocos, erros de postura dentro de uma Casa de Umbanda


Como em toda família ou sociedade, estamos propensos a cometer erros. Não é só de acertos e harmonia que vivem os terreiros de Umbanda, existem erros que são praticados por alguns Sacerdotes e Médiuns. 

Sob um olhar critico, resolvemos relacionar os mais comuns e esperamos que os que lerem esse tópico concordem conosco. 

Esses erros tendem a gerar uma vibração negativa, vindo a desestabilizar o foco de equilíbrio:

Dar guarida a fofoca e comentários maledicentes. Lembrem-se que o ciúme é um dos maiores venenos que a pessoa pode ter;
Uso indevido de determinados elementos em determinados rituais e/ou uso de elementos estranhos ao ritual do culto;

Exploração financeira contra filhos da casa e/ou frequentadores. Não cobra solo (dinheiro para trabalhos fora de Giras), isso foi criado por pessoas que buscavam e buscam já erroneamente forma de comercializar seu tempo e a caridade. 

A Umbanda não cobra qualquer incentivo financeiro ou material sobre seus trabalhos. 

Na Sagrada Umbanda não se pratica a Lei de Salva, ou seja, não se paga por qualquer tipo de trabalho espiritual que venha a ser realizado; Bem como na Religião que se apresenta como Umbanda não deveria praticar tal ato.

Mal cumprimento dos preceitos pelos membros da Casa;
Conduta imprópria ou desrespeitosa de membros da Casa ( aliciar, cobiçar homens ou mulheres, posturas chulas não tem espaço na Umbanda séria; 

Atividades não relacionadas ao culto dentro do mesmo ambiente da Casa ( angariações por comércio de produtos , festas ou vendas de produtos para quaisquer coisas que seja );

Omissão de socorro, pouco caso ou deboche daqueles que ali buscam auxilio;
Ciúmes pelo tratamento dado pelo dirigente da Casa a um ou outro filho;

Tratamento a um filho da Casa de forma exagerada ou excessiva em quaisquer circunstâncias pelo dirigente da Casa;
Atenção dispensada de forma exagerada ao dirigente da casa ou aos outros integrantes do grupo;

Falta de preparo dos filhos nos ritos da Casa;

Elevar um filho da Casa para médium de passe, atendimento, sem ele estar devidamente preparado ( ter preceitos, conduta, assiduidade, responsabilidade, preparo);
Deixar desavenças de ordem particular interferirem nos trabalhos;

Uso de Hipnose Negativa, ou seja sugestionar pessoas para ficarem atreladas ao Culto por Comandos, 

Não dedicar pelo menos um trabalho ao mês, ao desenvolvimento dos filhos da Casa, quando não se dá espaço aos que busquem com concordância e vontade o desenvolvimento e entrada na corrente mediúnica, não basta a visita aos trabalhos, esperando um chamado, mas sim se a pessoa tiver aguçado a mediunidade de irradiação (incorporação), ter tempo, condições familiares e sociais para ter a Umbanda como caminho de evolução espiritual e exteriorização de energias aos próximos, ter responsabilidade e dedicação real desvinculada de próprios interesses;

Afinal muitos pseudos médiuns buscam a Casa para se dar bem, colocar a vida em dia... Achando que indo doar Energia e Amor vão receber do Alto Ajuda a diversas coisas e quando equilibrados nos seus interesses vão se afastando e até deixando de participar ou mesmo se posicionar como Umbandista, esquecendo que se Batizados... Firmaram o Compromisso com Alto que aquela Religião denominada Umbanda é sua Religião. Seu Condutor e Orientador para Evolução... Todos temos livre arbítrio, então cabendo a quem queira se afastar informar e pedir orientação ao Sacerdote que deve ser também sério, orientando com verdade e sem interesses pessoais em segurar o médium ou como muito já vi nessa vida... Amedrontá-los com mentiras e ameaças... Isso NÃO cabe na Umbanda !

Não transmitir os ensinamentos adquiridos, não compartilhá-los com os demais;

Agregar filhos apenas para fazer volume ou aumentar a contabilidade;

Tratar de forma diferente os filhos ou frequentadores da casa, pelo poder aquisitivo ou pela atenção por eles dispensada;
Negar-se a auxiliar um filho da casa, quando o mesmo procura auxilio;

Não respeitar a vida particular do Dirigente da casa, levando a ele problemas fúteis, fora da Casa;

Confundir a liberdade dada;

Confundir a Umbanda que participa com Nação Nagô, Gêge, Ketu, Batuque, Catimbó, Juremada, Candomblé, Outros tipos de Umbanda como...Umbanda traçada (Umbandomblé), Umbanda branca, Umbanda esotérica, Xamanismo, Kardecismo, Catolicismo,etc, etc, etc... 

Sim a Umbanda recebeu algumas influências de outras religiões como Kardecismo, Catolicismo, pois foi alí no movimento espírita que se manifestou as entidades que vieram fundar a Umbanda, as primeiras pessoas que procuraram e entraram nas correntes mediúnicas eram e até se mantinham católicas também. Mas a Umbanda tem sua identidade própria, seus preceitos, seus fundamentos.

Erros absurdos podem advir deste tipo de confusão. Valha-se do conhecimento dos fundamentos da Umbanda para poder ensinar aos demais;

Erro também pensar que a entidade com a qual está trabalhando é sempre mais importante que as outras entidades que trabalham na casa;

Animismo excessivo, o que é extremamente prejudicial ao médium e à Casa;
Muitos religiosos tentaram sistematizar, formatar a Umbanda, criam e introduzem coisas de outras filosofias, sinais que alardeiam ser "passados" pelos Guias e Mentores, mas com única e exclusiva finalidade de lançar uma linha de produção de livros, cursos e formação de pseudos magos a torto e a direita.


Equívocos ainda: 

Aproveitar e interferir nas comunicações entre a entidade e o consulente, usando e aplicando seus próprios conceitos e exprimindo suas opiniões pessoais nada edificadoras, misturando a vibração da entidade, a própria curiosidade, ou colocando pessoas em dúvidas, ou sugestionando negativamente essas pobres pessoas com dor e aflições de todas ordens.

Nunca tomar a frente da entidade com a qual está trabalhando, para tentar resolver por si, problemas que muitas vezes sejam pertinentes a Evolução da pessoa.

Sempre digo: MÉDIUNS TEM QUE VIBRAR AMOR E ENERGIAS SALUTARES APENAS. 

Nunca pense que está incorporado, AFINAL ESTARÁ... Recebendo uma Irradiação Espiritual que sim altera de certa forma o mental, alterando o timbre de voz, também sempre digo e afirmo:

Entidades prontas para servir a Luz, já tem seu Corpo Perispiritual Saudável, assumem posturas, mas aleijões não existem, "mancação" coletiva numa determinada linha... Trata-se de sugestionamento coletivo... Típico de uma Entidade Chefe é apresentada (erroneamente) mancando, todos os as outras dos médiuns ali desenvolvidos mancam, assim se dá com os Gritos, Brados, Sons altos.... Completamente desnecessários, apenas alegóricos e vícios mediúnicos, totalmente dispensáveis. Mesmo digo dos solavancos, muitos pensam erroneamente que quanto mais balançar, chacoalhar suas guias no pescoço, fazer cara de quem vem de outro mundo ou acordou do transe, mostrará que é médium mais forte ou sua entidade melhor. 

Uma Grande utopia, pois quanto mais desenvolvido o médium, mais firme, mais sutil será seu ligamento mediúnico e desligamento ( incorporação como ainda alguns chamam e desincorporação).

Médiuns Tenha certeza disso antes de começar a trabalhar.
Demandar contra qualquer pessoa ( Ou seja tentar magisticamente devolver cargas isso além de ser um crime, pois quem aplica demanda é a Lei Maior de Deus, quando assim seja determinado por Ela própria. Não cabendo a encarnado algum.

Isso não é de Umbanda !

Os filhos da Casa devem ter consciência sobre a manipulação de energia e suas responsabilidades. 

A Umbanda não utiliza sua magia para prejudicar quem quer que seja. A Lei Divina se encarrega para que todos tenham o que merecem;

Usar sangue ou sacrifício animal em qualquer tipo de trabalho. A Umbanda não se utiliza destes elementos para seus trabalhos. Não é sacrificando um animal ou usando sangue que se alcança a graça divina, pois nós não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja.

Tem Corte ? Imolação ? Sacrifício ? Não é UMBANDA, mas sim religião ou seita divergente da Umbanda, seja ela Umbandomblé, Umbanda Mista, Esotérica etc. Muitas Casas mostram-se como Umbanda, mais tarde mostram aos médium que existe outra localidades onde se pratica tais atos e usam oráculos,  apoio e dirigência de Sacerdotes de Nação
 ( Candomblé Velado ) usando na faxada o nome de Umbanda isso ou aquilo. Afirmo UMBANDA não tem corte !
Mistificação. Abusar da credibilidade, enganar, iludir, burlar, lograr e ludibriar. MÍSTICO = misterioso ou espiritualmente alegórico ou figurado. Usar os trabalhos mediúnicos para aproximar de mulheres ou homens com intenções desvinculada da religião, ou seja carnal.

Adornos ( Jóias ou semi-jóias sem contexto religioso - estes objetos são geralmente de metal e podem causar distúrbios, visto que o médium necessita ter seus plexos nervosos isentos de quaisquer percalços que possam coibi-los em algo. Bem como podem enroscar em algo ou pessoas em algum movimento físico.

E, também porque, a regra do umbandista é a simplicidade, nada de exibições, de vaidade e aparência fúteis. Casa espiritual não é casa de modas.

Roupas insinuantes. Deve-se ter consciência que ao adentrar o terreiro, você está adentrando uma casa santa, uma casa sagrada. Deve, então, livrar-se de pensamentos pecaminosos, contrários aos trabalhos espirituais. Roupas insinuantes são absolutamente negativas e dispensáveis aos trabalhos de qualquer casa espiritual. Não é mostrando o corpo ou a silhueta que o trabalho será bem desenvolvido, mas sim, completamente ao contrário.

Aos médiuns iniciantes, não convém e é ato de pura irresponsabilidade chamar as entidades com as quais se está trabalhando fora da casa de trabalhos. Isto, além de irresponsável, pode ser extremamente perigoso, pois os médiuns iniciantes ainda não conhecem as vibrações energéticas das entidades e podem dar passividade à quiúmbas (espíritos marginais, obsessores, arruaceiros ou afins), sem saber.

É fato que os médiuns, ao se encontrarem nos dias de trabalho, direcionam suas conversas, muitas vezes até inocentemente, a rumos antagônicos ao desenvolvimento dos trabalhos da casa. É preciso que os médiuns tenham consciência que a preparação para os trabalhos começam à 0:00 hora do mesmo dia (pelo menos) e que conversas diversas que não são afim ao trabalho que será desenvolvido começam por desestabilizar o equilíbrio da Casa.

Falta de conhecimento espiritual. As entidades valem-se do conhecimento dos médiuns para poderem se comunicar. Quando o médium pouco sabe, pouco estuda, não que as entidades pouco podem fazer pelas pessoas, porém não se chega a terceira energia, pois o médium está sem condições de percepção, pois é necessário um desenvolvimento sério para que o médium chega ao patamar de poder ter condições de receber e transmitir uma informação, fala, mensagem da espiritualidade, caso o contrário ficará apenas em vibrações e doação de Amor, se conseguir isso já se é uma grande conquista ! Reflitam sobre tudo isso.

Faz-se absolutamente necessário o estudo e a aquisição de conhecimento espiritual para atingir a própria evolução e, conseqüentemente, auxiliar as entidades em sua evolução espiritual. O conhecimento é a base do bom viver, é a estrutura de uma vida de sucessos. Atentem-se senhores (as) médiuns, que o conhecimento nunca será em demasia e é a única coisa que fará parte de cada um. As casas que possuem médiuns com alto grau de conhecimento espiritual, normalmente têm seus trabalhos muito bem desenvolvidos.

Repito.... Excesso de problemas na hora de cortar a irradiação ou chegar ao fim dela. Muitos médiuns têm um péssimo hábito de mostrar problemas excessivos na incorporação ou desincorporação, muitas vezes somente para mostrarem-se o quão forte são, o quão fortes são suas entidades e para tomarem um pouco mais de atenção do dirigente da casa. Aquelas "manjadas" incorporações e desincorporações ou seja acoplagem de irradiação e desacoplagem, acompanhadas de pulos, sacudimentos mega exagerados....  Seguido da CARA que acordou agora... Ou que o médium não estava ali...  Essa mentira já caiu por terra faz tempo ! Médium Inconsciente é médium como desmaiado, desdobrado... Quieto, sem movimentos algum... Raríssimos num toque de Umbanda, ou seja " Viu isso em algum médium seja iniciante ou Sacerdote... Já fique com o pé atrás ! A mentira começa ali.
Médiuns irradiados que falam, andam, dançam... Estão sob influência de irradiação... Mas Conscientes !!!


Lembrem-se, senhores (as) médiuns que uma entidade que chega ao terreiro para trabalhar é normalmente uma entidade com alto grau de evolução e nunca faria um filho sofrer principalmente durante sua desincorporação. Descarregar o médium quando de sua partida não tem relação alguma com sofrimento deste. Estabilizar a energia do médium não é aplicar um choque.

É comum encontrarmos nas Casa, Terreiros médiuns de outras Casas ou até mesmo médiuns que não se encontram trabalhando espiritualmente, terem a chance de receber suas entidades durante os trabalhos da Casa.

Quando um médium ou uma pessoa demonstra a vibração, caberá o auxílio e também orientação de postura, pois quem tem que escutar isso sim é a pessoa , ou seja o médium, pois o Guia, Guardião sempre sabe se comportar em todos lugares, quem tem vícios, excessos, desencontros sempre é o médium.

É preciso tomar muito cuidado com a autoridade dentro de uma Casa. Com espíritos ali socorridos, cabe evangelização, orientação para aproveitamento das energias a ele vibrada e também deve-se mostrar-se enérgico, caso for necessário e nunca desrespeito. Lembremo-nos que muitas vezes, durante os finais dos trabalhos, todas as entidades já sabem que devem deixar o plano e acabar as irradiações (desincorporar). 

Normalmente o que segura as entidades nos trabalhos são os próprios médiuns. Outras vezes faz-se necessário que a(s) entidade(s) fique(m) no terreiro para terminar de equilibrar o ambiente e os médiuns do trabalho, bem como os consulentes que ainda permanecem ali. Srs. Capitães (ou que se julgam entendidos!!!), muito cuidado com a autoridade para com as entidades e para com os filhos da casa. Um Sacerdote de Casa, Terreiro é aquele que detém bom conhecimento espiritual, é aquele que coloca ordem nos trabalhos e os conduz a um bom fim, nunca aquele que determina, dá ordens e abusa de sua autoridade. Senhores dirigentes: cuidado ao dar "cargos hierárquicos" dentro de um terreiro. Umbanda é uma religião simples e deve ser trabalhada desta forma, sem complicações e sem cargos.

Permitir que entidades peçam o número do telefone dos consulentes ou coisas semelhantes , já explicado esse absurdo acima.

Cada Casa de Umbanda tem suas formas, sistemáticas de trabalho, diferentes Orixás Regentes, mas a Umbanda Umbanda é uma só.

Isaias Pinto Hernandes - Sacerdote da Sagrada Umbanda. www.sagrada-umbanda.blogspot.com.br