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sexta-feira

O POLEMICO ASSUNTO SOBRE QUAIS SERIAM AS SETE LINHAS DA UMBANDA




AS  SETE  LINHAS  DE  UMBANDA  - UM ASSUNTO JÁ TANTO POLEMICO



Texto abaixo publicado blog: http://raizculturablog.wordpress.com/2008/03/28/sete-linhas-de-umbanda-parte-i-por-alexandre-cumino/  (* Irmão Umbandista, da linha da nossa Irmã Umbanda Sagrada, Escritor com publicações: Deus ,''deuses" e divindades em 2004. Deus ,''deuses" e divindades e Anjos 2008. História da Umbanda - Uma Religião Brasileira em 2010 , todos pela Editora Madras. Como informado publicamente participante da Loja Madras .`.  Grande Oriente de São Paulo e Grande Oriente do Brasil. Bacharel em Ciências da Religião pela Faculdade Claretiano. Irmão este que como  seu Mestre Rubens Saraceni tenho grande estima e admiração.

Vamos ao texto;

Onde ele inicia assim:

 Minha colaboração para o estudo, histórico, das Sete Linhas de Umbanda,apenas aos que se interessam em estudar,com esta profundidade,Alexandre Cumino -  Parte I 

(*Assim que for publicado aprate II, prometo adicioná-la aqui, Isaias Pinto )



O que são as “Sete Linhas de Umbanda”?

7 Linhas de ou da Umbanda é algo muito polêmico e que já deu muito o que falar, por mais que se escreva, sempre haverá mais e mais a ser esclarecido. Cada autor Umbandista mostra a sua visão, seu ponto de vista sobre o que são as “Sete Linhas de Umbanda”.

A definição mais clara, sobre Sete Linhas de Umbanda, aprendi com Rubens Saraceni, onde afirma que:


“Sete Linhas de Umbanda são as Sete Vibrações de Deus.”
“Deus se manifesta de forma Sétupla nesta realidade humana.”
“As Sete Linhas têm origem em Deus através do Setenário Sagrado.”
“Cada um pode dar o nome que quiser, associar as Sete Linhas a Sete Orixás, Sete Santos ou a Sete Anjos, cada um fala de uma forma diferente, o que ninguém pode negar é que as Sete Linhas de Umbanda são as Sete Vibrações de Deus, que se manifesta em Sete Essências, Sete Elementos e em tudo o mais que Deus Criou.”
Podemos reconhecer as Sete Linhas ou Sete Vibrações de Deus em nossos Sete Chacrasem nosso Ori, o alto da cabeça onde está localizado o chacra coronal, marcando a primeira vibração junto com os demais chacras. maiores, nós também somos Sétuplos, temos nossa Coroa Divina
Assim podemos definir de muitas formas o que são as Sete Vibrações de Deus ou as Sete Linhas de Umbanda.
Toda a literatura Espírita, Espiritualista e Ocultista em geral aborda e estuda o que são os Sete Chacras e as Sete Vibrações Primordiais, em muitas culturas encontramos um Setenário Sagrado e divindades correspondentes aos Orixás, mas isto já é assunto para uma outra matéria…


Origem das 7 Linhas de Umbanda

Podemos dizer que a origem das Sete Linhas de Umbanda está em Deus, no Setenário Sagrado, na Coroa Divina ou mesmo no que é chamado Trono das 7 Encruzilhadas. No entanto é do interesse de todos nós, umbandistas, um resgate cultural e histórico desta questão “Sete Linhas de Umbanda”.
As Sete Linhas de Umbanda são presentes e faladas desde o nascimento da religião, pois o próprio Zélio de Moraes, fundador da Religião de Umbanda, já abordava esta questão.
Zélio não deixou nada escrito, mas, teve filhos e discípulos, se posso assim dizer, que falaram e falam sobre a forma como ele trabalhava e entendia a Religião de Umbanda.
O primeiro livro de Umbanda, publicado, que se tem noticia, foi escrito por Leal de Souza no ano de 1933. Leal de Souza foi médium preparado por Zélio de Moraes e o titulo de seu livro é “Espiritismo, Magia e as Sete Linhas de Umbanda”, o que diz muito sobre a visão teológica que o mesmo tinha sobre a Umbanda e a importância desta questão que animou e encantou os mais diversos autores umbandistas que viriam pós Leal de Souza, sem duvida o precursor da literatura umbandista.
Mãe Zilméia de Moraes diz que Pai Ronaldo é a maior autoridade viva sobre Zélio de Moraes, é ele quem melhor pode falar sobre o Pai da Umbanda. Tendo convivido com Zélio de Morares, Pai Ronaldo, se preocupou em registrar suas palavras e também é o responsável por trazer sua mensagem e obra ao conhecimento da Umbanda Paulista.


As palavras de Pai Ronaldo Linares estão registradas no livro “Iniciação à Umbanda” (Autor Diamantino Trindade – Tríade Editorial – 1986), abaixo coloco palavra por palavra o que se encontra neste livro, sobre tal assunto:
  • 1. “A primeira linha é caracterizada pela cor amarelo ouro bem clarinho e que seria a cor da Tenda de Santa Bárbara. O Orixá correspondente é INHAÇÃ…”
  • 2. “A segunda linha é caracterizada pela cor rosa, correspondente a tenda Cosme e Damião… O Orixá correspondente é IBEJI…”
  • 3. “A terceira linha é caracterizada pela cor azul. Com vários Santos Católicos sincretizados com ela, a saber: Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Guia. O Orixá que corresponde é IEMANJÁ…”
  • 4. “A quarta linha é caracterizada pela cor verde, representando a Tenda São Sebastião… O Orixá correspondente é OXOSSE…”
  • 5. “A quinta linha é caracterizada pela cor vermelho, representando a Tenda São Jorge. O orixá correspondente é OGUM.”
  • 6. “A sexta linha é caracterizada pela cor marrom, representando a Tenda São Gerônimo. Seu Orixá correspondente é XANGÔ…”
  • 7. “A sétima linha é caracterizada pela cor violeta ou roxo, corresponde a Tenda de San’Ana… O Orixá correspondente é NANÃ…”
  • 8. “Finalmente temos a cor negra, corresponde a Tenda de São Lázaro. É a ausência da cor e da luz da vida. Zélio de Moraes explica que as cores branco e preto não fazem parte das sete linhas, pois o branco que é a presença da luz, existe em todas elas e o negro, que é justamente a ausência da luz, está justamente na ausência delas… O Santo Católico São Lázaro é sincretizado com o Orixá ABALUAÊ ou OMULU… Este Orixá é conhecido ainda pelos nomes de XAPANÃ, ATOTÕ, e BABALÚ. “
  • 9. “O Orixá maior da Umbanda é OXALÁ… o Chefe para o qual convergem todas as linhas, assim perfeitamente identificado na invocação com Jesus Cristo.”
Este texto foi escrito já em época recente em que Umbanda é considerada Religião, no entanto muita água já correu sobre este assunto também, afinal a maioria dos primeiros umbandistas consideravam a Umbanda como uma manifestação “Espírita”, era chamada frequentemente como Espiritismo de Umbanda.
O próprio Leal de Souza se refere a Umbanda como “Linha Branca de Umbanda e Demanda” e que esta “Linha Branca” é que se divide em “Sete Linhas”, no entanto há também a “Linha Negra”, dos Exus, muito parecido com o que coloca Pai Ronaldo. É como se tivesse o Branco acima de tudo, sete vibrações no centro e o Preto abaixo.
Encontramos textos que definem a Umbanda como uma “Linha do Espiritismo”, embora Espiritismo não seja religião, ou não pretenda ser, esta foi a maneira dos primeiros umbandistas entenderem a sua prática “espiritualista”. A Umbanda estava muito próxima de ser apenas uma “seita do espiritismo de Kardec”, dado o fato de sua primeira manifestação ser uma discordância dentro de uma sessão da então Federação Espírita de Niterói.
É assim que vamos encontrar o nome do primeiro núcleo de Umbanda ou primeira igreja de Umbanda, chamada “Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade“.
Em 1941 se realizou o “Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda“, onde se reuniram as principais Cabeças da Umbanda de então, a idéia do congresso teria vindo do próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas, através de Zélio de Morares, que também teve a iniciativa de fundar a primeira “Federação Espírita de Umbanda” do Brasil.
Como foi dito e registrado, sobre “A Idéia do Congresso” e a Federação:


“O seu primeiro trabalho consistiu na preparação deste Congresso, precisamente para nele se estudar , debater e codificar, esta empolgante modalidade de trabalho espiritual, afim de varrer de uma vez o que por aí se praticava com o nome de Espiritismo de Umbanda e que no nível de civilização a que atingimos não tem mais razão de ser”.


Além de Zélio de Moraes também estavam presentes representantes das outras tendas fundadas por ele e representantes de várias outras “casas” incluindo o Sr. Benjamim responsável pela Tenda Mirin, que apresentou neste congresso a teoria do AUMBHANDÃ, através de seu “delegado” Diamantino Coelho.
Neste mesmo Congresso foi apresentado um trabalho com o titulo:


“INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA LINHA BRANCA DE UMBANDA”
“Memória apresentada pela Cabana de Pai Thomé do Senhor do Bomfim, na sessão do 26 de Outubro de 1941, pelo seu Delegado Sr. Josué Mendes.”
Neste trabalho é apresentado um esquema da seguinte forma:

“A LINHA BRANCA DE UMBANDA E A SUA IERARQUIA”
“Os 7 Pontos da Linha Branca de Umbanda”
  • 1° Grau de iniciação, ou seja o 1° Ponto – ALMAS
  • 2° Grau de iniciação, ou seja o 2° Ponto – XANGÔ
  • 3° Grau de iniciação, ou seja o 3° Ponto – OGUM
  • 4° Grau de iniciação, ou seja o 4° Ponto – NHÃSSAN
  • 5° Grau de iniciação, ou seja o 5° Ponto – EUXOCE
  • 6° Grau de iniciação, ou seja o 6° Ponto – YEMANJÁ
  • 7° Grau de iniciação, ou seja o 7° Ponto – OXALÁ
O Primeiro Congresso de Umbanda é um divisor de águas para a religião, foi após este congresso que surgiram os primeiros autores de Umbanda, foi como dar uma dose de criatividade e inspiração para a religião.
Surgiram então, neste primeiro momento, como pioneiros, nesta década de 40, as publicações de Lourenço Braga, Aluízio Fontenete, Oliveira Magno, Emanuel Zespo, Tata Tancredo, Byron Torres de Freitas, Silvio Pereira Maciel, Emanuel Zespo, Samuel Ponze, Leopoldo Betiol e Florisbela Maria de Souza entre alguns outros.
São obras caracterizadas por pioneirismo e ineditismo nos assuntos ligados à Umbanda, estes autores não tinham a quem copiar, nem o que ler sobre Umbanda, o que ao meu ver dá toda uma peculiaridade em seus textos.


É assim que Lourenço Braga, em 1942, publica seu livro: “UMBANDA (magia branca) e QUIMBANDA (magia negra)” e apresenta o primeiro esquema formulado e pensado de “Sete Linhas de Umbanda” com sete subdivisões, ou sete legiões, para cada linha. Com certeza estamos falando de um dos “pensadores” da Umbanda.
Nas primeiras páginas encontramos uma observação e um esclarecimento que são, respectivamente:


“Trabalho apresentado no 1º Congresso Brasileiro de Espiritismo, denominado Lei de Umbanda, realizado nesta cidade do Rio de Janeiro, entre 18 e 26 de outubro de 1941″
“Instado e auxiliado pelos guias espirituais, mercê de deus, resolvi escrever o presente livro sobre a Lei de Umbanda – (Magia Branca) – e sobre a Lei de Quimbanda – (Magia Negra).”



Na página 9 deste livro encontramos:
Capitulo I
DIVISÃO DO ESPIRITISMO



“Devemos dividir o Espiritismo, como ele é, na verdade, em três partes, a saber:
Lei de Kardec:
_ Espiritismo doutrinário, filosófico e científico.
Lei de Umbanda:
_ Espiritismo – Magia Branca.
Lei de Quimbanda:
Espiritismo _ Magia Negra.”


Faz ainda uma observação no:


Capitulo II
“A LEI DE UMBANDA E A LEI DA QUINBANDA”
“Não se deve dizer – “Linha de Umbanda” – , mas sim, – “Lei de Umbanda” – ; Linhas são as 7 divisões de Umbanda.”
Demonstrando que falta de consenso é algo antigo, herdado e característico na “Religião de Umbanda”, no entanto há algo animador, todas estas discordâncias teológicas são absolutamente naturais para uma religião tão nova, haja visto as discordâncias que envolvem o nascimento do Cristianismo enquanto religião, pois originalmente era uma seita judaica apenas.
Vejamos abaixo a forma como ele, Lourenço Braga, apresenta “A Lei de Umbanda e suas Sete Linhas“:


  • 1ª Linha de Santo ou de Oxalá – dirigida por Jesus Cristo
  • 2ª Linha de Iemanjá – dirigida pela Virgem Maria
  • 3ª Linha do Oriente – dirigida por São João Batista
  • 4ª Linha de Oxóce – dirigida por São Sebastião
  • 5ª Linha de Xangô – dirigida por São Jerônimo
  • 6ª Linha de Ogum – dirigida por São Jorge
  • 7ª Linha Africana ou de São Cipriano – dirigida por São Cipriano

A LINHA DE SANTO OU DE OXALÁ
A linha de Santo ou de Oxalá é constituída por espíritos de várias raças terrenas, entre eles, os pretos de Minas, pretos da Bahia, padres, frades, freiras e espíritos que, quando na Terra, tiveram grande sentimento católico.
Os chefes das Legiões e das grandes falanges são espíritos conhecidos no catolicismo com o nome de Santos, tais como sejam:
  • 1. Legião de Santo Antônio
  • 2. Legião de São Cosme e São Damião
  • 3. Legião de Santa Rita
  • 4. Legião de Santa Catarina
  • 5. Legião de Santo Expedito
  • 6. Legião de São Benedito
  • 7. Legião de Simirômba (Frade) São Francisco de Assis
As falanges grandes e pequenas de espíritos desta Linha, infiltram-se entre as Linhas da Lei de Quimbanda com o propósito de diminuir a intensidade do mal por eles praticado e hàbilmente arrastá-los para a prática do bem e por este motivo, verificamos muitas vezes, nos trabalhos de Magia Branca aparecerem elementos ou falanges da Magia Negra e vice-versa.



A LINHA DE IEMANJÁ
A Linha de Iemanjá chefiada por Santa Maria, mãe de Jesus Cristo, é constituída da seguinte forma:


  • 1. Legião das Sereias – Chefe Axún ou Oxún
  • 2. Legião das Ondinas – Chefe Naná ou Nana Burucú
  • 3. Legião das Caboclas do Mar – Chefe Indaiá
  • 4. Legião das Caboclas dos Rios – Chefe Iara
  • 5. Legião dos Marinheiros – Chefe Tarimá
  • 6. Legião dos Calunguinhas – Chefe Calunguinha
  • 7. Legião da Estrela Guia – Chefe Maria Madalena
A missão dessas falanges é proteger os marinheiros, fazer as lavagens fluidificas dos diferentes ambientes, de encaminhar no espaço os irmãos que desejarem progredir, amparar na Terra, em geral, as criaturas do sexo feminino e de desmanchar os trabalhos da Magia Negra feitos no mar ou nos rios e de fazer trabalhos para o bem, em prol daqueles que de tal necessitarem.


A LINHA DO ORIENTE
A Linha do Oriente que é chefiada por São João Batista, é constituída pelas seguintes Legiões:


  • 1. Legião dos Indús – Chefiada por Zartú
  • 2. Legião de Médicos e Cientistas – Chefiada por José de Arimatéia e bafejada pelo Arcanjo Rafael
  • 3. Legião de Árabes e Marroquinos – Chefiada por Jimbaruê
  • 4. Legião de Japoneses, Chineses – Chefiada por Ori do Oriente
  • 5. Legião dos Egipcianos, Aztecas, Mongóis e Esquimós, Incas e outras raças antigas – Chefiadas por Inhoarairi, Imperador Inca antes de Cristo
  • 6. Legião dos Índios Caraíbas – Chefiadas por Itaraiaci
  • 7. Legião dos Gauleses, Romanos e outras raças européias – Chefiada por Marcus I – Imperador Romano.
São falanges de caridade; são incumbidas de desvendar aos habitantes da Terra coisas para eles desconhecidas; são os grandes mestres do ocultismo (Esoterismo – Cartomancia – Quiromancia – Astrologia – Numerologia – Grafologia – etc.) – Magia Mental e Alta Magia.


A LINHA DE OXÓCE
A Linha de Oxóce, chefiada por São Sebastião, é constituída por legiões de espíritos com a forma de caboclos e assim temos:


  • 1. Legião de Urubatão
  • 2. Legião de Araribóia
  • 3. Legião do Caboclo das Sete Encruzilhadas
  • 4. Legião dos Peles Vermelhas – Águia Branca
  • 5. Legião dos Tamoios – Grajaúna
  • 6. Legião da Cabocla Jurema
  • 7. Legião dos Guaranis – Araúna
São falanges de caridade, doutrinam os irmãos sofredores, desmancham trabalhos de magia Negra, fazem curas, aplicam a medicina hervanária, dão passes, etc.


A LINHA DE XANGÔ
A Linha de Xangô, São Jerônimo, por ele mesmo chefiada, é a Linha da Justiça. Esta Linha é composta das seguintes Legiões:

  • 1. Legião de Inhasã
  • 2. Legião do Caboclo do Sol e da Lua
  • 3. Legião do Caboclo da Pedra Branca
  • 4. Legião do Caboclo do Vento
  • 5. Legião do Caboclo das Cachoeiras
  • 6. Legião do Caboclo Treme-Terra
  • 7. Legião dos Pretos – Quenguelê.

É o povo da caridade e da justiça, dá a quem merece, pune com justiça, ampara os humildes, eleva os humilhados, desmancha trabalhos fortes de Magia Negra, etc.


LINHA DE OGUM
A Linha de Ogum, São Jorge, é dividida em sete Legiões, cujos chefes têm o nome de Ogum, seguido de um sobre nome especial; assim temos:


  • 1. Ogum Beira-Mar
  • 2. Ogum Rompe-Mato
  • 3. Ogum Iara
  • 4. Ogum Megê
  • 5. Ogum Naruê
  • 6. Ogum de Malei
  • 7. Ogum de Nagô
Esta é a Linha dos grandes trabalhos de demanda, exerce grande predomínio sobre os quimbandeiros e age em vários setores, conforme o nome deles indica. Ogum Beira-Mar nas praias; Ogum Iara nos Rios; Ogum Rompe-Mato nas matas; Ogum Megê, sobre a Linha das Almas; Ogum de Malei, sobre a Linha de malei, – povo de Erú (Exu?); Ogum de Nagô, sôbre a Linha de Nagô – povo de Ganga.



LINHA AFRICANA OU DE SÃO CIPRIANO
Linha Africana da Lei de Umbanda é composta de espíritos de pretos de várias raças, como sejam:


  • 1. Legião do Povo da Costa – Pai Cabida (Cabinda?)
  • 2. Legião do Povo do Congo – Rei do Congo
  • 3. Legião do Povo de Angola – Pai José
  • 4. Legião do Povo de Benguela – Pai Benguela
  • 5. Legião de Moçambique – Pai Jerônimo
  • 6. Legião do Povo de Loanda – Pai Francisco
  • 7. Legião do Povo de Guiné – Zun-Guiné
Neste mesmo Livro, “Umbanda e Quimbanda”, Lourenço Braga define a “LEI DE QUIMBANDA E AS SUAS SETE LINHAS”, deixo Quimbanda para um outro estudo.
Em 1955 o mesmo Lourenço Braga publica “UMBANDA E QUIMBANDA – VOLUME 2″, onde ele mesmo admite que: “venho agora, embora contraditando alguma coisa do que eu já havia escrito, levantar a ponta do véu mais um pouco”, completando na outra página, “Os brasileiros crentes de UMBANDA, em virtude da mentalidade implantada pelo catolicismo, procuraram dar aos ORIXÁS, chefes das 7 linhas , nomes de entidades cultuadas na Religião Católica”… “A verdade, porém, é que os ORIXÁS SUPREMOS, Chefes dessas linhas, em correspondência com os planetas e as cores, são os 7 arcanjos, os quais, mantém, entidades evoluídas, chefiando essas linhas, obedientes às suas ordens diretas, as quais nada têm a ver com os santos do Catolicismo…”
Ficando assim:
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  • 1. Linha de Oxalá ou das Almas – Jesus – Jupter – Roxo
  • 2. Linha de Yemanjá ou das Águas – Gabriel – Vênus – Azul
  • 3. Linha do Oriente ou da Sabedoria – Rafael – Urano – Rosa
  • 4. Linha de Oxoce ou dos Vegetais – Zadiel – Mercúrio – Verde
  • 5. Linha de Xangô ou dos Minerais – Orifiel – Saturno – Amarelo
  • 6. Linha de Ogum ou das Demandas – Samael – Marte – Vermelho
  • 7. Linha dos Mistérios ou Encantamentos – Anael – Netuno – Laranja
“O Sol exerce influencia sobre os 7 planetas e a lua recebe influencia dos 7 planetas”
Cita ainda o autor que: “A Linha de Oxalá ou das Almas, chefiada indiretamente por São Miguel e diretamente por Jesus, possue 7 Legiões chefiadas por um Anjo (Lilazio)” onde surgem 7 anjos identificados por cores, atuando junto dos chefes de cada linha, a saber:


  • 1. Jesus – Anjo Lilazio – Luz roxo claro brilhante
  • 2. Gabriel – Anjo Luzanil – Luz azul claro brilhante
  • 3. Rafael – Anjo Rosânio – Luz rosa claro brilhante
  • 4. Zadiel – Anjo Ismera – Luz verde claro brilhantel
  • 5. Orifiel – Anjo Auridio – Luz ouro claro brilhante
  • 6. Samael – Anjo Rubrion – Luz vermelho claro brilhante
  • 7. Anael – Anjo Ilirium – Luz branca brilhante

Agora a Linha de Oxalá se subdivide em 7 Legiões de Anjos conforme abaixo está:
  • 1. Legião do Anjo Efrohim – na Ásia
  • 2. Legião do Anjo Eleusim – na Índia
  • 3. Legião do Anjo Ibrahim – na África
  • 4. Legião do Anjo Ezekiel – na Europa
  • 5. Legião do Anjo Ismaiel – no Brasil
  • 6. Legião do Anjo Zumalah – na Quimbanda


( *  OU SEJA OBERVEM QUE EXITEM MUITAS DIVERGENCIAS O QUE FAZ O MÉDIUME ESTUDIOSO, RESPONSÁVEL, ESTUDAR SE APROFUNDAR E CHEGAR REALMENTE A SETE LINHAS. ESTE SACERDOTE AQUI RESPEITA TODAS ESCOLHAS DAS OUTRAS CASAS E DE OUTROS SACERDOTES, DESDE QUE TODAS AS LINHAS ESCOLHIDAS OU FUNDAMENTADAS APONTEM PARA O AMOR, CARIDADE, RESPEITO DO LIVRE ARBÍTRIO E AO NÃO COMERCIO RELIGIOSO DENTRO DA RELIGIÃO UMBANDA – Isaias Pinto – Sacerdote Sagrada Umbanda )


NÓS DA SAGRADA UMBANDA TEMOS AS SETE LINHAS COMO JÁ DESCRITOS ANTERIORMENTE EM NOSSAS POSTAGENS.

domingo

HISTÓRIA REAL DA UMBANDA DE ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES

"ESTES TEXTOS ABAIXOS FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DA UMBANDA É A PRÓPRIA HISTÓRIA, MUITAS ALTERAÇÕES OCORRERAM NESTE 103 ANOS, ABENÇOADAS AS CASAS QUE SEGUEM O ENSINAMENTO DOS PRIMEIROS MENTORES" Isaias Pintto Hernanndes

 

 

 

 

 

 

 

 






Mãe Lygia Cunha (neta de Pai Zélio) e Adriano Camargo,  Irmão de Fé e nosso "Erveiro da Jurema". Esta foto foi quando este querido e importante estudioso e conhecedor dos usos das Sagradas Ervas, fora conhecer o primeiro terreiro de Umbanda do Brasil, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, hoje funcionando dentro da Tenda “Cabana de Pai Antonio”, no município de Cachoeiras de Macacú, estado do Rio de Janeiro. Foto e dados de seu Blog que faço questão de convidar a todos a conhecerem: http://www.erveiro.blogspot.com.br/  - Aproveito para deixar um grande abraço  a ambos:  Mãe Lygia Cunha e Adriano Camargo.  Pessoas da foto. bem como quero registra meu apreço  a Lygia Cunha  e  ao Cláudio Zeus e todos Irmão do Blog: http://umbandasemmedo.blogspot.com.br,  fonte deste material histórico da Umbanda.

Em nome de todos Umbandistas, nosso muito obrigado.  Isaias Pintto - Sacerdote Sagrada Umbanda - Congá Sagrado Pai Serafim do Congo, Cacique Pena Branca e Ogum de Ronda.






 

 Vamos a Entrevista conforme site: http://umbandasemmedo.blogspot.com.br/

ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA

UMA ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA, NETA DE ZÉLIO DE MORAES E RESPONSÁVEL PELA CONDUÇÃO DAS SESSÕES NA TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE




No final do ano de 2007, descobri, por pura sorte, o perfil de um rapaz chamado Marcelo, que vinha a ser filho de Dona Lygia, neto de Dona Zilméia e bisneto de nosso já conhecido Zélio Fernandino de Moraes, a quem coube, ainda que alguns rejeitem, a CRIAÇÃO DE UMA NOVA RELIGIÃO, através da entidade que se apresentou como CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, nos idos de 1908, como já é do conhecimento de todos os que já passaram por este Blog ou leram esta parte da história da UMBANDA em outros lugares.


De início confesso que fiquei meio tímido para contatá-lo, tanto que levei alguns dias pensando se deveria ou não, como seria recebido, se teria alguma resposta, embora achasse que deveria fazê-lo pois, "viajando" por Comunidades como Orkut, MSN e outras, pude perceber que ainda são muitas as dúvidas que existem, não só sobre a figura de Zélio, do Caboclo e principalmente do CULTO RELIGIOSO que este batizou de UMBANDA. Além disto ainda havia encontrado, nessas viagens, as informações mais disparatadas sobre certos rituais que alguns afirmavam, até com "certa certeza"(?), que existiam nas práticas das Tendas fundadas por Zélio e o Caboclo Das Sete Encruzilhadas, a quem passarei a chamar de "CHEFE", como carinhosamente até hoje ele é tratado pela família e por aqueles que com eles se alinham.


Pois bem. Tomei coragem e entrei em contato com o Marcelo que me respondeu até além de minha expectativa, fornecendo-me endereços e telefones que, é óbvio, não serão aqui divulgados, de forma que eu pudesse me contatar com sua mãe, Dona Lygia Cunha, o que fiz. E quando o fiz pela primeira vez, por telefone, ela deve se lembrar que cheguei a me espantar por ficar sabendo que a família residira por muitos anos em um prédio bem defronte ao que eu moro (local em que ela estava neste momento e se preparava para a última gira do ano que ocorreria dois dias após) e, por coisas que a vida não explica, eu nunca soubera.


Conversamos por um bom tempo, minha proposta de preparar este questionário que se segue foi muito bem aceito e cheguei a combinar de estar presente nessa próxima sessão - o que infelizmente, por motivos particulares, não me foi possível - ficando eu de enviar-lhe as perguntas por e-mail para que sobre elas refletisse e escolhesse sobre o que gostaria de escrever, acrescentar, modificar ou não, e tivesse tempo suficiente para até mesmo, em caso de necessidade, buscar subsídios junto a sua mãe, Dona Zilméia, sobre assuntos de que talvez não tivesse conhecimento - coisas que teriam acontecido quando ainda muito jovem e não tinha assumido seu cargo atual dentro da Tenda.


Com todas as suas ocupações de mãe, avó, dona de casa, da Tenda, etc., etc., Dona Lygia, pacientemente, nos forneceu respostas às principais perguntas que, de acordo com minhas "viagens" antes citadas, me pareciam necessárias para melhores informações, já que como vemos, muitos têm os acontecimentos de 15 e 16 de novembro de 1908 como marco inicial da Umbanda, mas mesmo entre esses, uma grande parte não sabe como foi ou é a Umbanda preconizada pelo CHEFE.

As perguntas e respostas que se seguem foram as que de mais importância via eu no momento, e as estou colocando da mesma maneira que foram e vieram, ou seja, SEM INTERPRETAÇÕES PESSOAIS MINHAS.


Peço a todos que tiverem acesso a este Blog que leiam, pensem, repensem, comparem com o que têm lido por aí, compreendam e divulguem o valor histórico deste testemunho, bem assim como sua seriedade e agradeço verdadeiramente à Dona Lygia, seu filho Marcelo e sua esposa Simone, Dona Zilméia e toda a família por tão bem terem recebido esta proposta.


QUESTIONÁRIO

 PERGUNTA: Há pouco tempo em uma revista de Umbanda saiu uma reportagem na qual D. Zilméia teria dito que matavam um porco para Ogum uma vez por ano e que isso era feito desde os tempos do senhor Zélio. Por tudo que já conhecia da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilahdas, sempre soube que sacrifícios animais eram proibidos pelo Caboclo . Como se explica então essa "imolação de um porco para Ogum" , se nem seria este o animal adequado, de acordo com os rituais afro?

OBS: Esse comentário deu origem a diversos debates em que os africanistas afirmavam que o Caboclo das Sete Encruzilhadas também fazia sacrifícios.


RESPOSTA: O ritual para elaboração da comida de Ogum foi trazido por Orixá Malet (uma das entidades que atuavam junto ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, também através de meu avô) que seria obrigatoriamente um sarapatel.
O sarapatel era feito com os miúdos de um porco castrado, por isso usava-se o animal c/ esta característica. Ele era morto por uma pessoa de fora do terreiro, fora da TENSP, habilitado e contratado p/tal. A carne era usada como alimento para qualquer refeição.
Isto seria sacrifício?
Hoje não mais existe esta contratação e a comida é feita, como para todos os orixás, compra-se os ingredientes nos mercados.
E quanto a sua dúvida, não ser o porco adequado nos rituais afro, nada sei, nós estamos falando da Umbanda do Caboclo.


NÃO FAZEMOS SACRIFÍCIOS, qualquer dúvida é só visitar-nos.


PERGUNTA: Sobre Exus: Como eram e são agora compreendidos os Exus na visão da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas? Já trabalham com eles? O que os fez mudar, se assim procedem?
Pergunto isso porque há um texto na Internet em que o próprio Zélio explicava como o CHEFE e ele viam os Exus e o porquê de não trabalharem com eles.


RESPOSTA: Os Exus eram e são compreendidos da mesma forma, desde a fundação da TENSP, não houve qualquer mudança. Não há sessões de Exus. Continuam sendo, como dizia o Caboclo, os soldados, os trabalhadores do nosso Terreiro, são chamados somente quando necessário, normalmente nas descargas ou em outros trabalhos de defesa contra a magia.


PERGUNTA: Iniciei em um Centro Espírita que, embora kardecista em sua raiz, tinha sessões de umbanda mesa branca e que dizia seguirem a Umbanda preconizada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Nesse Centro não havia velas, atabaques, fumo ou Congá. Era assim na TENSP? O que mudou desde então para vocês que estão mais próximos da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas?

RESPOSTA: A TENSP sempre trabalhou com velas, pemba, ponteiros, fumo, defumadores, temos gongá, que nada mais é que um altar c/ imagens de santos, nunca usamos atabaques. Trabalha-se também com pontos firmados que são usados nas sessões e os pontos cantados, sem qualquer acompanhamento instrumental, só voz. Para o nosso entender nada mudou na TENSP. Se houve mudanças em Tendas criadas por meu avô, isto não é de nossa alçada. Nós continuamos fiéis aos ensinamentos e preceitos do Chefe (como também chamamos o Caboclo das Sete Encruzilhadas) e esta será sempre a nossa luta.




PERGUNTA: Como é feita a iniciação de médiuns na Tenda? Quando eles são considerados prontos?

RESPOSTA: Existem na TENSP as chamadas Sessões de Desenvolvimento sob a responsabilidade de um Babá da casa, ajudado por outros médiuns antigos. As sessões dividem-se em duas partes, uma teórica e outra prática, na qual a incorporação dos médiuns em desenvolvimento é trabalhada. Após algum tempo participando desses trabalhos são considerados semi-prontos pela indicação do Guia Chefe. Após esta indicação, deverão ser burilados nas Sessões de Caridade, muitas vezes trabalhando como médiuns de atração, até receberem ordem p/ trabalharem na casa, dando passes.

Não há tempo marcado e cada um tem o seu tempo p/desempenhar tal tarefa.


PERGUNTA: Tendo a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas tomado como ponto de partida os ensinamentos kardecistas, eu perguntaria em que momento as oferendas e/ou obrigações com comidas ou de outro qualquer tipo começaram a fazer parte dos rituais?

RESPOSTA: Apesar da primeira manifestação pública do Caboclo da Sete Encruzilhadas ter se dado na Sede da Federação Espírita de Niterói, as práticas da Umbanda não partiram de ensinamentos kardecistas, até porque os kardecistas de então, rejeitavam as manifestações de pretos velhos e caboclos por considerarem "espíritos pouco evoluídos". Aliás, o próprio Caboclo foi convidado a deixar o recinto na ocasião de sua incorporação. Não quero dizer com isto que rejeitemos os ensinamentos de Kardec. Os usamos para entender as questões relacionadas aos processos de evolução espiritual, reencarnação, etc. ... e temos profundo respeito pelas práticas dos kardecistas.
Nossas práticas partiram dos ensinamentos que foram trazidos pelo próprio Chefe, por Pai Antonio e posteriormente por Orixá Malet (entidades recebidas por meu avô).

E quanto a sua pergunta sobre oferendas, etc. ..., foi a partir da chegada do Orixá Malet (segundo informações da minha mãe ).

PERGUNTA: Orixá Malê - Vocês devem ter tido bastante contato com essa entidade. Poderiam me responder se era uma entidade ligada ao africanismo? Seria ele um desses que se acostumou a chamar de "capangueiro de orixá"? Ou apenas uma entidade da linha de Ogum Malê? Ele era um espírito (que tivesse vivido antes na terra) ou um elemental/orixá como compreendem os ritos de candomblé?

RESPOSTA: Eu infelizmente não tive muito contato com Orixá Malet, pois era muito jovem e não freqüentava assiduamente as suas sessões, os seus trabalhos.
Orixá Malet não era ligado ao africanismo, nem "capangueiro de orixá", como você questiona. Ele era malaio e se apresentou com este nome, foi o guia que veio p/ resolver "as demandas" do Centro e da própria Umbanda em seu nascedouro. Falava pouco e sua comunicação se dava predominantemente por gestos, era bastante rápido e exigente nas suas ações e nos trabalhos que realizava. Como se apresentava como malaio e pelas descrições de sua aparência, acredito que tenha tido uma existência terrena como o Chefe e Pai Antônio.

PERGUNTA: O que vocês teriam a dizer dessas falanges que estão aparecendo na Umbanda como: Ciganos, Malandros, Boiadeiros, Lixeiros, Mendigos, Caipiras ...?

RESPOSTA: Sobre as falanges que você pergunta:
Ciganos, malandros e boiadeiros------- temos conhecimento.
Lixeiros, mendigos e caipiras----------- nunca ouvi falar, nada sei sobre elas.

Na TENSP não trabalhamos com nenhuma delas, embora eventualmente alguma entidade possa se manifestar c/ trejeitos típicos de malandros e também com movimentos de um boiadeiro.

PERGUNTA: Qual a opinião de vocês quanto ao uso de paramentos, vestimentas que caracterizam certas entidades (boiadeiros, exus, caboclos), como cocares, chapéus de couro, chicotes, laços e outros dentro dos rituais de Umbanda?

RESPOSTA: Esta Umbanda com paramentos não conheço, não usamos e particularmente não vejo necessidade de roupas, adereços ou qualquer tipo de fantasias.


PERGUNTA: Qual a opinião atual de vocês sobre as vestimentas que devem usar os médiuns para trabalhos dentro da Umbanda? O que mudou desde o CDSE para cá?

RESPOSTA: A nossa Umbanda continuará a usar um uniforme simples, como é desde a sua fundação. Para as mulheres um vestido branco c/ comprimento normal complementado com um calção por baixo até o joelho e, os homens calça comprida branca e camisa branca. Por praticidade esta camisa vem sendo substituída por um jaleco branco simples.

Trabalhamos descalço. Os médiuns usam uma fita vermelha na cintura e os cambonos uma fita verde.

PERGUNTA: O Ponto riscado do Caboclo das Sete Encruzilhadas é uma encruzilhada encimado por um coração transpassado por uma flecha?
Mais algum detalhe?


RESPOSTA: O ponto riscado do Caboclo é um coração transpassado por uma flecha somente.

PERGUNTA: Qual a opinião de vocês sobre essa volta do CDSE anunciada pela médium Adriana Berlinsky que escreveu recentemente dois livros aos quais ainda não tive acesso, que teriam sido psicografados pelo CHEFE?

RESPOSTA: O Caboclo continua tendo o seu Centro, a TENSP, com excelentes médiuns incluindo a filha carnal de Zélio de Moraes, sem qualquer mudança nas suas diretrizes e práticas desde a sua criação. Assim sendo me causa certo estranhamento que ele possa ter escolhido um médium sem nenhum contato com esta casa para se manifestar. Além disso, segundo informações recebidas através de outras entidades que com ele trabalhavam na TENSP, o Chefe, após cumprir sua missão junto a Zélio de Moraes, já estaria em esferas ainda mais elevadas do astral superior, não mais realizando trabalhos em nosso plano.

PERGUNTA: Após o falecimento de Zélio, já tiveram alguma notícia dele, do Caboclo das Sete Encruzilhadas ou de Pai Antônio, ou de qualquer outra entidade que com ele trabalhasse?


RESPOSTA: Sim, o meu avô já esteve conosco, a sua última mensagem foi em novembro de 2007 na abertura da Sessão do Amaci.
O Caboclo aparece para nós, em momentos muito especiais em nosso Terreiro e os médiuns videntes percebem sua presença manifestada na forma de um clarão de luz azul. Os seus recados são trazidos através de caboclos e/ou pretos em algumas ocasiões.
Pai Antônio já incorporou algumas vezes com minha mãe, também em nossas sessões, trazendo muita alegria e uma imensa saudade.


PERGUNTA: Há pouco tempo tive a oportunidade de ler em uma certa Comunidade do Orkut que talvez lhes interessasse (aos membros dessa comunidade) comprar a casa onde morou o Sr. Zélio, em Neves, para que ali fosse criado uma espécie de marco do início da Umbanda, mas que alguém que teria ido ao local teria se deparado com uma pessoa que, embora da família, seria evangélica e nada interessada em Umbanda ou qualquer coisa parecida. Vocês têm conhecimento desses fatos (da possível compra e da pessoa que lá reside)?


RESPOSTA: Freqüenta hoje o terreiro da TENSP uma das pessoas da comitiva que esteve em visita a casa. Existia sim esta idéia, mas não sei como surgiu. A pessoa que os recebeu é católica (sic) e não evangélica e é bisneta da tia Zilka (única irmã de meu avô). São os atuais moradores da casa, seus pais e irmãos.
O meu avô nunca foi favorável a qualquer culto a sua personalidade ou a valorização de algo material ligado a Umbanda, como um imóvel, por mais importante que seja para a nossa história.
Assim sendo nos arrepia a idéia de um "Museu da Umbanda" ou coisa parecida, com fotos, objetos de meu avô ou algo similar. Uma "casa de Umbanda" só tem sentido para nós se for para a prática da caridade e para isto, como diria o Chefe, basta a copa de uma árvore.


PERGUNTA: A que fatos ou interpretações vocês atribuem essa diferenciação tão grande de Umbandas hoje existentes e a essas afirmações de que: "Já existia Umbanda antes do Caboclo das Sete Encruzilhadas e que ele não teria criado a Umbanda e sim anunciado ou mesmo, como afirmam outros, socializado?".


RESPOSTA: Em relação às diferenças acredito no lema "cada cabeça uma sentença". A Umbanda não é dogmática porque o Chefe assim o quis. Não foi criada uma doutrina, talvez para permitir que aquele que seja dotado de mediunidade e afeito aos seus ideais possa se tornar um trabalhador de suas causas. A coisa mais importante é que paute suas práticas na humildade, no amor e na caridade.
Nós na TENSP procuramos manter as práticas como nos foram ensinadas pelas entidades recebidas por meu avô. Para cada uma delas existe uma razão, uma justificativa nem sempre muito clara.
Procuramos ser um esteio do que foi preconizado por estas entidades, entretanto sem termos a pretensão de sermos melhores que quaisquer outros.
Quanto a existência da Umbanda antes do Caboclo, só podemos falar por aquilo que está na nossa história e o que nos foi ensinado: A Umbanda é uma religião brasileira que incorpora elementos de todos os povos constituintes de nossa nação, especialmente do índio, do negro e do branco europeu, nascida por ordem do astral superior, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas voltada principalmente para a prática da caridade. Seu nascimento se deu em São Gonçalo – RJ em 15 de novembro de 1908 no bairro de Neves.
 PERGUNTA: Que tipo de mensagem vocês gostariam de deixar para os Umbandistas de todas as vertentes atuais?


RESPOSTA: Importante é que tenham pureza em seus corações. A fé é a maior alavanca. A Umbanda para nós sempre será baseada na simplicidade, no amor, na caridade e principalmente na humildade. Nunca se afastem desses ensinamentos.



Façam sempre suas orações pedindo orientação aos mestres espirituais.



Salve Oxalá e que Ele os abençoe.
Lygia Cunha



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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:



1- Todo este texto, após montado, foi remetido para Dona Lygia para que tivesse sua aprovação e recebesse qualquer emenda que bem achasse necessária.


2- As fotos que acompanham a matéria (algumas das muitas que foram enviadas à família) foram feitas em 26/04/2008, durante a Sessão em homenagem a Ogum e com permissão de Dona Lygia por quem fui muito bem recebido.

3- Que se observem, através das fotos (postadas abaixo), o tipo de indumentária utilizada pelos médiuns, bem como a ausência de atabaques no recinto do terreiro, o que desmente peremptoriamente muitos dos comentários expostos em mídias.

4- Como fiquei sabendo lá mesmo, em breve a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade terá seu Site na Internet e, assim que ficarmos sabendo o endereço, ele será aqui exibido.
(Sacerdote Isaias Pintto informa: 

http://www.tendaespiritanspiedade.com.br/ )
Que OXALÁ NOS ABENÇOE E ILUMINE A TODOS, são também meus sinceros votos !

  

  




















Postado:
FONTE:  http://umbandasemmedo.blogspot.com.br/2008/05/entrevista-com-dona-lygia-cunha.html










A Primeira Manifestação
Onde e como tudo começou


No dia 15 de novembro de 1908, em sessão presidida pelo Sr. José de Sousa, conduziu Zélio Fernandino de Moares a sentar-se a mesa para início do culto e verificar o que estava ocorrendo com o menino.
Contrariando as normas do culto kardecista, Zélio levantou-se e disse que ali estava faltando uma flor. Saiu da sala em direção ao quintal para buscar uma rosa branca que colocou no centro da mesa. Após ser repreendido por membros da Federação, que não concordaram com o ato, iniciou-se uma confusão no local.
Incorporaram diversos espíritos de caboclos e pretos velhos simultaneamente entre os médiuns presentes. O Sr.José de Sousa, que possuía também a clarividência, verificou a presença de um espírito manifestado através de Zélio, iniciando um diálogo onde tenta repreender o que ocorria na reunião. Então o espírito pergunta:
- Por que repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor?
O Sr. José responde:
- Porque o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados?
O espírito responde:
- Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer, que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir, entre todos os irmãos encarnados e desencarnados.
Continuando a discussão o dirigente da sessão ainda pergunta:
- Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito continua a responder:
- Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
José de Souza verificando ainda resquícios de vestes clericais indaga:
- Você se identifica como caboclo, mas vejo em você restos de vestes clericais.
O espírito então lhe explica:
- O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre, meu nome era Gabriel Malagrida, acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Mas em minha última existência física Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
- E qual é seu nome? – perguntou o dirigente.
- Se é preciso que eu tenha um nome, digam que eu sou o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, pois para mim não existirão caminhos fechados. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
E no desenrolar da conversa o Sr.José pergunta ainda se já não existem religiões suficientes, fazendo inclusive menção ao espiritismo.
De imediato o espírito responde:
- Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre poderoso ou humilde, todos se tornam iguais na morte, mas vocês homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos visitar estes humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além? Por que o não aos caboclos e pretos velhos? Acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus? Amanhã, na casa onde meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer entidade que queira ou precise se manifestar, independente daquilo que haja sido em vida, todos serão ouvidos, nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos, e a nenhum viraremos as costas, a nenhum diremos não, pois esta é a vontade do Pai.
Preocupado com o que o espírito disse o chefe da sessão pergunta:
- Julga o irmão que alguém irá assistir o seu culto?
O espírito novamente responde:
- Colocarei em cada colina das Neves uma condessa tocando, anunciando o novo culto que iniciarei.
 

Um novo culto



No dia seguinte, na rua Floriano Peixoto, 30, na casa de Zélio de Moraes em São Gonçalo, próximo das vinte horas, estavam presentes membros da federação espírita, parentes, amigos, vizinhos e uma multidão de desconhecidos e curiosos, para verificar os acontecimentos.
Pontualmente às vinte horas, o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e iniciou o novo culto, proferindo as seguintes palavras:
- Aqui inicia um novo culto, em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnados não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social.
Perguntaram, os presentes qual seria o nome do novo culto.
- O novo culto se chamará Umbanda.
Ainda perguntam:
- O que quer dizer Umbanda?
O espírito responde:
- A manifestação do espírito para a caridade.
Ainda lhe perguntaram qual seria a base de seu novo culto e ele respondeu:
- A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus, e Cristo como mestre supremo.
Após estabelecer as normas que seriam utilizadas no culto e com sessões diárias das 20 às 22 horas, determinou que os participantes devessem estar vestidos de branco e o atendimento seria gratuito.
Ainda falou como se chamaria o novo grupo:
- O grupo irá se chamar Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, pois, assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a Tenda acolherá aos que a ela recorrerem nas horas de aflição.
Ainda respondeu perguntas de sacerdotes que ali se encontravam em latim e alemão. O Caboclo foi atender um paralítico e um cego, dizendo:
- Avistem todos: Se tem fé levanta, que quando chegardes a mim estarás curado.
Assim iniciou as primeiras curas na nova religião. Após trabalhar fazendo previsões, passes e doutrinas, informou que deviera se retirar, pois outra entidade precisava se manifestar.
Após a “subida” do Caboclo, incorporou uma entidade que parecia um senhor velho, saindo da mesa se dirigiu a um canto da sala onde permaneceu agachado. Sendo questionado do porquê não se sentar na mesa respondeu:
- Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nego deve arrespeitá.
Após insistência ainda completou:
- Num carece preocupa não. Nego fica no toco que é lugar di nego.
E assim continuou dizendo outras coisas, mostrando a simplicidade, humildade e mansidão daquele que, trazendo o estereótipo do preto-velho, identificou-se como Pai Antônio. Logo cativou a todos com seu jeito. Perguntaram-lhe se ele aceitaria algum agrado, ao que respondeu:
- Minha cachimba, nego qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca.
Todos ficaram perplexos, pois sem saber, estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento a ser utilizado como material de trabalho dentro da Umbanda. Na semana seguinte, sobraram cachimbos, visto que todos os que presenciaram as palavras de Pai Antônio trouxeram o elemento por ele solicitado, escolhendo ele o mais simples de todos. Assim, o cachimbo foi instituído na linha de pretos - velhos.
No dia seguinte, formou-se verdadeira romaria em frente à casa da família Moraes. Cegos, paralíticos e médiuns, que eram tidos como loucos, foram curados.

FONTE:  http://www.tendaespiritanspiedade.com.br/


*PEÇO QUE AO USAREM ESTE MATERIAL PARA ESTUDO, NÃO ALTEREM COMO AQUI NÃO FORA ALTERADO E INFORMEM A FONTE ORIGINAL, DANDO CRÉDITOS TANTO AS PAGINAS CITADAS, BEM COMO REGISTRAR O AGRADECIMENTO DE MATERIAL DE ESTUDO, COMO EU DEIXO REGISTRADO MEUS AGRADECIMENTOS AQUI.   Isaias Pintto - Sacerdote da Sagrada Umbanda - Congá Sagrado Pai Serafim do Congo, Cacique Pena Branca e Ogum de Ronda" - Entidade Filiada a U.F.U.C. do Brasil.  "SAGRADA UMBANDA", UMA ENTRE OUTRAS VERTENTES DA UMBANDA, UMBANDA SÉRIA PARA PESSOAS SÉRIAS"